Olá Pessoal!!

Este aqui é meu primeiro post no blog! Neste ambiente tenho vontade de trocar umas ideias sobre tecnologia de automação, atentando a temas que considero bacanas. Alguns talvez já tenham ouvido, comecei também um podcast “Falando em TA” com o intuito de apresentar um pouco sobre tecnologias, tendências, normas, soluções, enfim, assuntos pertinentes em automação.

Estou começando nossa conversa com Gerenciamento de Alarmes. Tanto o podcast quanto o blog terão posts voltados para este tema, seja do ponto de vista teórico, técnico-prático ou mesmo sobre o aspecto de negócios! Seguindo o tema do primeiro podcast, escrevi uma pequena introdução histórica sobre gerenciamento de alarmes, começando pela primeira norma voltada para este tema: a EEMUA 191.

Em 1999, a EEMUA – Engineering Equipment and Materials Users Association, produziu em sua publicação 191 um conjunto de diretrizes para o projeto, implementação e melhorias de sistemas de alarme, apresentando recomendações práticas para sistemas de alarme. Esta norma surgiu como resposta a alguns acidentes industriais icônicos, como o de Three Mile High (1979), Bhopal (1984) e de Millford Haven (1994). Estes (e tantos outros) acidentes são bem documentados e concluiu-se que suas causas estão intrinsicamente envolvidas às falhas na operação, com os operadores não tomando as ações adequadas para contornar problemas no processo. Sistemas de alarmes ineficazes são normalmente citados como fatores determinantes nesses eventos catastróficos, pois foram incapazes de informar à operação de que havia uma anormalidade que merecia a atenção imediata – que, se tratada, teria evitado a catástrofe…

Visando a maior segurança, a publicação da EEMUA preocupou-se em desenvolver, baseada em experiência de usuários e estudos de fatores humanos (ergonomia, capacidade de trabalho, influência de estresse), sugestões e diretrizes para a configuração de alarmes e segurança da planta industrial.

Outras instituições também realizaram estudos e publicaram normas e guias para um correto uso de alarmes em plantas e processos industriais, dentre os quais destacam-se as mais recentes ISA (padrão 18.2:2009) e IEC (norma 62682:2014), que junto a relatórios técnicos, estabelecem as melhores práticas para todo o processo de determinar, documentar, projetar, operar, monitorar e manter sistemas de alarme, que se dá o nome de Gerenciamento de Alarme (Alarm Management).

Os posts neste blog serão mais voltados para a ISA 18.2, porém as outras normas sempre irão permear os temas.

 

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Reynaldo Gago
Bacharel em Física e Engenheiro de Controle e Automação, gosto de resolver problemas novos e pensar "fora da caixa". Infelizmente, sei que quando estou "fora da caixa" estou inexoravelmente entrando em uma nova caixa de pensamentos...