Tenho trabalhado junto a alguns clientes da indústria no Brasil pela IHM stefanini construindo propostas de transformação digital e da adoção de práticas de co-criação, Agilidade, Lean Startup, Industria 4.0 e a mudança do paradigma de decisão para a decisão baseada em dados.
O que me surpreendeu foi a grande receptividade para a abordagem da co-criação e da experimentação como parte do processo de transformação, porém, também está latente a dificuldade em vender esta abordagem para o C-Suite e as barreiras dos processos de contratação e seus procedimentos. Surgem os anti-corpos do sistema.

Algumas industrias largam na frente nas práticas lean de resolução dos problemas e adoção das tecnologias com base na experimentação e no design focado em caso de uso específico ao invés de mega soluções de transformação digital. Mas uma prática continua sendo um paradigma: o erro.

Fazer negócios em um ambiente que busca inovação, porém, descarta o erro e a falha como uma opção reflete uma dissonância cognitiva muito grande. Precisamos debater estes pontos para encontrar um ponto saudável para avançar.

Aceitar o erro como parte do processo e entender que ele é a forma mais rápida e barata de escalar o aprendizado é uma abordagem inconteste. É assim que aprendemos durante toda a vida, de forma orgânica e incremental. Perdemos muito nossa capacidade de aprender quando o erro não está no processo

O erro, calculado, aceitável e responsável é o caminho do aprendizado continuo e saudável. Praticar isto nos contratos das grandes empresas, pautados em SLA rígido, métricas de medição e as boas práticas de compliance ainda é um tabu a ser vencido.

Construir contratos que reflitam a experimentação, possibilitam a mudança de solução ou escopo (pivotar!) e por fim reconhecer a impossibilidade de uma entrega diante de uma solução inviável requer confiança entre as partes e a maturidade de trilhar o caminho para que a inovação aconteça.

As start-ups tem navegado nos programas de inovação com menos burocracia do que empresas grandes e médias de serviços que entram pelas vias convencionais de contratação. Mas mas a chance para o erro, a falha, mesmo nestes programas focados em parceiros, ainda é uma barreira.
Alguém tem experimentado algo neste aspecto? Concorda ou discorda que errar é o caminho da evolução do aprendizado? E como inserir esta prática na rotina das grandes empresas e contratar parceiros pra co-criar, errar e aprender juntos? Alguém se habilita?

Conhece alguém que está trilhando o mesmo caminho? Compartilha aqui! Vamos debater sobre o assunto e quem sabe encontrar uma proposta em comum.

Flávio Thimotio
Possui 13 anos de experiência na indústria de beneficiamento mineral e 6 anos de experiência em gestão de pessoas. Tem conhecimentos em processos unitários de britagem, peneiramento, moagem, deslamagem, flotação e espessamento. Especialista na aplicação das tecnologias da indústria 4.0 (como redes de campo e inteligência artificial) para otimização e controle de processos, com resultados expressivos.