Em janeiro foi inaugurado em Belo Horizonte o Mining Hub, primeiro hub voltado para a mineração em todo o mundo. Trata-se de um espaço de trabalho comum para mineradoras, startups, empresas de tecnologia, pesquisadores e investidores, permitindo trocar perspectivas e mesmo atuar em parceria. Com anos de atuação nesse meio, a IHM Stefanini integra o espaço desde a inauguração. Como o hub pode contribuir para transformar a indústria mineradora, e como a IHM Stefanini pode ajudar nesse processo? Com a palavra, nosso Diretor de Digital Industry, Gustavo Brito.

Que contribuição a IHM Stefanini pode dar para o Mining Hub?

Acreditamos poder contribuir hackeando o ecossitema de mineração pelas tecnologias e práticas inovadoras. Conhecemos de perto todas as mineradoras que estão envolvidas no Mining Hub, e, além do nosso DNA tecnológico, pretendemos levar à comunidade uma tecnologia social (O2) que aplicamos atualmente, para assim provocar a transformação cultural em todo o ecossistema.

 

Em que sentido trabalhar próximo das mineradoras, startups, pesquisadores e investidores pode ajudar a trazer novas perspectivas e insights?

A principal vantagem de trabalhar próximo a todos esses atores é a possibilidade de validar os insights e hipóteses elaborados pelo nosso time. Isso permite formatar nossas ofertas de maneira diferente, levando em conta as demandas do mercado e a expectativa dos potenciais clientes.

 

Um dos objetivos do espaço é propiciar a mudança no chamado mindset, tornando os participantes mais propensos à inovação. Qual a importância disso, e como a IHM Stefanini vem trabalhando nesse sentido?

Acreditamos muito no potencial que uma cultura data-driven pode trazer para o negócio. No entanto, a cultura de tomada de decisão baseada em viés ainda é muito forte e presente dentro das operações. Usar práticas que estimulam o processo criativo e a co-criação, usando as tecnologias emergentes como meio, ajuda nessa transformação cultural e, como consequência, estimula a criação de uma cultura de decisão baseada em dados, o que eleva o nível de eficiência operacional. É com essa abordagem data-driven que estamos ajudando nossos clientes industriais a se reinventarem: com um objetivo claro de aumentar a eficiência operacional, e consequentemente gerar valor para o negócio.

 

A indústria em geral se mostra mais resistente à inovação. Você percebe isso na mineração? Como o Mining Hub pode ajudar a mudar esse cenário?

A indústria sofreu muito com a crise econômica, operando com margens muito reduzidas. Mesmo entendendo que há uma necessidade de se reinventar e investir em tecnologias emergentes para melhoria dos resultados operacionais, a indústria de forma geral opera em um modelo de eficiência escalável, onde a falha não é permitida. Num ambiente onde não se permite nem mesmo a “falha responsável”, não se constrói uma cultura de inovação e aprendizagem escalável. Assim, numa espiral negativa, os resultados pioram cada vez mais. Na indústria mineral e de transformação, mesmo com um bom crescimento recente, a cultura de punição da falha ainda existe. Acreditamos que no Mining Hub, no entanto, haverá trocas de boas práticas de inovação por todos que farão parte do ecossistema, para que, na prática, usando a tecnologia como meio, consigamos gerar resultados para o negócio.

IHM STEFANINI