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Descargas atmosféricas em ambientes abertos: tecnologias possíveis para a proteção de pessoas em canteiros de obras

Entenda quais são as tecnologias mais indicadas pra proteger operários em canteiros de obras

Mineração

Da britagem ao transporte, soluções com grande vivência dos processos

Dados do Projeto

Descargas atmosféricas em ambiente aberto representam um risco a todos os seres vivos desde sempre, e mesmo hoje é nesse tipo de ambiente que as descargas têm seu maior nível de fatalidade.

No presente artigo, vamos analisar as tecnologias capazes de reduzir os riscos desse tipo de acidente, com ênfase nas atividades de canteiros de obras, que no início das obras apresentam um índice de risco ainda mais alto devido à falta de edificações com SPDAs (Sistema de proteção contra descargas atmosféricas) para os trabalhadores se protegerem.

Tipos de acidentes com descargas elétricas

Os acidentes com descargas atmosféricas em ambientes abertos podem acontecer de diferentes formas, e as tecnologias de redução de riscos são pensadas a partir disso, do que é importante conhecê-las.

Primeiramente, há o impacto direto, que ocorre quando a vítima é atingida diretamente pelo raio. Há também a chamada descarga lateral, quando a vítima está posicionada sob uma cobertura (árvore ou abrigo) e por isso é atingida de forma indireta. Há ainda a tensão de toque, quando a descarga acontece em mastros ou postes com os quais a vítima está em contato direto, e há, finalmente, a tensão de passo, quando a descarga ocorre no solo no instante em que a vítima dá um passo e, por isso, a descarga passa pelo seu corpo.

É necessário frisar que todos eles tem têm um índice de letalidade elevado, do que se faz necessário evitar ao máximo sua ocorrência, e é nesse sentido que as tecnologias atuam.

Tecnologias de proteção

 Existem basicamente cinco tecnologias principais para proteção de pessoas contra os efeitos diretos e indiretos das descargas atmosféricas em ambientes abertos.

Duas das mais conhecidas são o uso de condutores horizontais estendidos sobre a área a ser protegida, formando assim uma gaiola de Faraday, e o uso de mastros com pontas Franklin distribuídos no interior da área a ser protegida. O fato de ambas exigirem a utilização de objetos fixados no interior do ambiente (no caso das pontas Franklin devem ser mastros verticais muito próximos e em ângulo de 45o), no entanto, impedem que elas sejam viáveis para canteiros de obras, já que há constante necessidade de movimentar cargas, posicionar guindastes, carretas e outros.

Há também a proteção por mastros contendo em seus topos para-raios ionizantes, que permitem proteger uma grande área com poucas unidades, mas essa tecnologia, apesar de ser utilizada em países da Europa, por exemplo, não é normatizada no Brasil. Já houve esforços para sua normatização, mas isso esbarra em questões comerciais, com a busca da redução do uso de cobre em SPDAs, e mesmo em uma questão política no âmbito técnico: existe uma corrente de especialistas que, por serem partidários da proteção por gaiola de Faraday e por pontas Franklin, se opõem veementemente aos para-raios ionizantes.

Há ainda os sistemas de alerta com informações fornecidas por instituições meteorológicas, como o Climatempo, mas esses esbarram na baixa assertividade dos alertas, dado que as medições feitas por satélites são imprecisas. Para aumentar a precisão, seria necessária a instalação de radares complementares no solo em vários pontos do país, formando uma rede. Algo que, infelizmente, ainda está longe de ser realidade.

Há, finalmente, sistemas que usam a medição do campoelétrico do local para alertar sobre possíveis descargas atmosféricas. Essa éuma tecnologia que foi oficialmente normatizada no Brasil emsetembroem setembro de 2019 através da norma ABNT16785, de título “Proteção contra descargas atmosféricas-Sistemas dealerta de tempestades elétricas”, baseada na norma IEC 62793 de 05/2016.Essa é a tecnologia mais adequadapara canteiros de obras, já que permite não só retirar os trabalhadores deforma segura, como também retornar às atividades tão logo os riscos diminuam,garantindo a produtividade e evitando que os trabalhadores fiquem ociosos porlongos períodos.

Há equipamentos de detecção antecipada com alto nívelde confiabilidade, a exemplo do CS110 CAMPBELL, que é utilizado ecomercializado pela ihm Sêenior,sua representante exclusiva no Brasil. Dentro de um raio de 8,4 km, ele possuiassertividade de 95%, possuindo ainda sensibilidade para detecção de descargasa até 20 km de distância. O CS110, cuja tecnologia é consolidada há um longoperíodo, é amplamente utilizado por instituições meteorológicas estrangeiras,sendo ainda utilizado em escolas, campos de golfe, barragens e em outros tiposde ambientes abertos pelo mundo. A foto a seguir mostra o equipamento CAMPBELLdescrito, montado em, em um mastro:

Contexto e Desafios

O investimento nesse tipo de tecnologia para canteiros de obra tem a vantagem de não se perder pois, mesmo após a finalização da obra, são frequentes as situações na indústria em que há pessoas fora das edificações e que, por isso, que implicam em riscos de acidentes com descargas elétricas. Os equipamentos podem, portanto, continuar a serem utilizados, evitando riscos em treinamentos a céu aberto e nos deslocamentos entre edificações, refeitório, estacionamento e outros.

Deve-se frisar, no entanto, que os equipamentos servem apenas para antecipar a ocorrência de descargas, mas não protegem delas em si, devendo haver locais protegidos para as pessoas se abrigarem em caso de alerta, conforme a norma NR22.

Soluções Utilizadas e Equipamentos Fornecidos

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Engenheiro Consultor

Paulo Costa

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Descargas atmosféricas em ambientes abertos: tecnologias possíveis para a proteção de pessoas em canteiros de obras

Entenda quais são as tecnologias mais indicadas pra proteger operários em canteiros de obras

December 4, 2021

publicado por

Engenheiro Consultor

Paulo Costa

Descargas atmosféricas em ambiente aberto representam um risco a todos os seres vivos desde sempre, e mesmo hoje é nesse tipo de ambiente que as descargas têm seu maior nível de fatalidade.

No presente artigo, vamos analisar as tecnologias capazes de reduzir os riscos desse tipo de acidente, com ênfase nas atividades de canteiros de obras, que no início das obras apresentam um índice de risco ainda mais alto devido à falta de edificações com SPDAs (Sistema de proteção contra descargas atmosféricas) para os trabalhadores se protegerem.

Tipos de acidentes com descargas elétricas

Os acidentes com descargas atmosféricas em ambientes abertos podem acontecer de diferentes formas, e as tecnologias de redução de riscos são pensadas a partir disso, do que é importante conhecê-las.

Primeiramente, há o impacto direto, que ocorre quando a vítima é atingida diretamente pelo raio. Há também a chamada descarga lateral, quando a vítima está posicionada sob uma cobertura (árvore ou abrigo) e por isso é atingida de forma indireta. Há ainda a tensão de toque, quando a descarga acontece em mastros ou postes com os quais a vítima está em contato direto, e há, finalmente, a tensão de passo, quando a descarga ocorre no solo no instante em que a vítima dá um passo e, por isso, a descarga passa pelo seu corpo.

É necessário frisar que todos eles tem têm um índice de letalidade elevado, do que se faz necessário evitar ao máximo sua ocorrência, e é nesse sentido que as tecnologias atuam.

Tecnologias de proteção

 Existem basicamente cinco tecnologias principais para proteção de pessoas contra os efeitos diretos e indiretos das descargas atmosféricas em ambientes abertos.

Duas das mais conhecidas são o uso de condutores horizontais estendidos sobre a área a ser protegida, formando assim uma gaiola de Faraday, e o uso de mastros com pontas Franklin distribuídos no interior da área a ser protegida. O fato de ambas exigirem a utilização de objetos fixados no interior do ambiente (no caso das pontas Franklin devem ser mastros verticais muito próximos e em ângulo de 45o), no entanto, impedem que elas sejam viáveis para canteiros de obras, já que há constante necessidade de movimentar cargas, posicionar guindastes, carretas e outros.

Há também a proteção por mastros contendo em seus topos para-raios ionizantes, que permitem proteger uma grande área com poucas unidades, mas essa tecnologia, apesar de ser utilizada em países da Europa, por exemplo, não é normatizada no Brasil. Já houve esforços para sua normatização, mas isso esbarra em questões comerciais, com a busca da redução do uso de cobre em SPDAs, e mesmo em uma questão política no âmbito técnico: existe uma corrente de especialistas que, por serem partidários da proteção por gaiola de Faraday e por pontas Franklin, se opõem veementemente aos para-raios ionizantes.

Há ainda os sistemas de alerta com informações fornecidas por instituições meteorológicas, como o Climatempo, mas esses esbarram na baixa assertividade dos alertas, dado que as medições feitas por satélites são imprecisas. Para aumentar a precisão, seria necessária a instalação de radares complementares no solo em vários pontos do país, formando uma rede. Algo que, infelizmente, ainda está longe de ser realidade.

Há, finalmente, sistemas que usam a medição do campoelétrico do local para alertar sobre possíveis descargas atmosféricas. Essa éuma tecnologia que foi oficialmente normatizada no Brasil emsetembroem setembro de 2019 através da norma ABNT16785, de título “Proteção contra descargas atmosféricas-Sistemas dealerta de tempestades elétricas”, baseada na norma IEC 62793 de 05/2016.Essa é a tecnologia mais adequadapara canteiros de obras, já que permite não só retirar os trabalhadores deforma segura, como também retornar às atividades tão logo os riscos diminuam,garantindo a produtividade e evitando que os trabalhadores fiquem ociosos porlongos períodos.

Há equipamentos de detecção antecipada com alto nívelde confiabilidade, a exemplo do CS110 CAMPBELL, que é utilizado ecomercializado pela ihm Sêenior,sua representante exclusiva no Brasil. Dentro de um raio de 8,4 km, ele possuiassertividade de 95%, possuindo ainda sensibilidade para detecção de descargasa até 20 km de distância. O CS110, cuja tecnologia é consolidada há um longoperíodo, é amplamente utilizado por instituições meteorológicas estrangeiras,sendo ainda utilizado em escolas, campos de golfe, barragens e em outros tiposde ambientes abertos pelo mundo. A foto a seguir mostra o equipamento CAMPBELLdescrito, montado em, em um mastro:

O investimento nesse tipo de tecnologia para canteiros de obra tem a vantagem de não se perder pois, mesmo após a finalização da obra, são frequentes as situações na indústria em que há pessoas fora das edificações e que, por isso, que implicam em riscos de acidentes com descargas elétricas. Os equipamentos podem, portanto, continuar a serem utilizados, evitando riscos em treinamentos a céu aberto e nos deslocamentos entre edificações, refeitório, estacionamento e outros.

Deve-se frisar, no entanto, que os equipamentos servem apenas para antecipar a ocorrência de descargas, mas não protegem delas em si, devendo haver locais protegidos para as pessoas se abrigarem em caso de alerta, conforme a norma NR22.

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